terça-feira, 5 de agosto de 2008

Morte em creche.

Temos escrito várias vezes sobre creche, no blog ou no Observatório da Infância. Todas as crianças têm direito legal à educação infantil, ou seja, à creche pública ou privada. E o lugar onde uma criança, sobretudo se ela for de baixa idade, é deixada pelos pais, merece uma fiscalização rigorosa e continuada. Pessoalmente já assisti a uma criança morrer sufocada por uma peça de plástico de um jogo de montar, que não deveria estar disponível na creche e muito menos para crianças de 1 a 2 anos.

Nem todas as creches têm condições de receber com segurança crianças pequenas e nem todas elas são fiscalizadas com rigor.

No entanto, no caso da morte do menino Gabriel, de 7 meses, não é possível, até o momento, definir nem a causa da morte e tampouco os responsáveis por possível negligência, imprudência ou imperícia.

As declarações do pai sobre o fato de a criança apresentar refluxo gastro esofágico, parece-me que têm sido inconsistentes. Os responsáveis pela creche, por sua vez, garantem que os pais nada informaram sobre qualquer problema de saúde com o menino. Aliás, sobre o refluxo gastro esofágico, há um excelente artigo publicado neste blog (Refluxo gástrico em bebês é normal? Tem cura?) em 11 de janeiro de 2008, de autoria do pediatra José Cesar Junqueira, da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (SOPERJ). É um bom momento para relê-lo, enquanto se aguarda o resultado das investigações.

É oportuno para pais e responsáveis por creches que fiquem alertas sobre a enorme importância das informações sobre os antecedentes de saúde, não só da criança deixada na creche, como também de seus pais.

Creche não é mais um depósito de crianças e pais não podem simplesmente, por qualquer que seja a razão, se verem livres de seus filhos em um local que não tenha sido por eles muito bem investigado. A maior responsabilidade pela escolha da creche é dos pais.

O que ocorreu com Gabriel foi um acidente? É sempre bom lembrar a definição do dicionário Aurélio para acidente: "acontecimento casual, fortuito, imprevisto". Portanto se um risco é previsível e providências não foram tomadas para evitá-lo, o evento que venha a acontecer, não será acidente, mas sim e, no mínimo, negligência.

Leia outros artigos sobre o tema creche, no Observatório da Infância e no blog:
Vaga em creche
A Chacina de Uruguaiana
Creche é um direito da criança.
Educação infantil: como estão as creches no Rio?

Não dá para ficar calado.

6 comentários:

Ana Paula Felicissimo disse...

Fiquei bastante assustada com esse caso do Gabriel. Passei a tomar mais precauções que antes, como ir ao quarto de vez em quando pra ver como o neném está dormindo. Estou prestando mais atenção aos brinquedinhos e só deixo ao alcance dele o que tenho certeza que é inofensivo. Quanto à creches, em geral, espero não precisar nunca. Jamais uma creche será comparável à segurança que um bebê tem dentro de sua própria casa.

Anônimo disse...

TRABALHO EM UMA CRECHE COM CRIANÇAS DE 1 A 2 ANOS DE IDADE,E DEPOIS DE TANTAS MORTES EM CRECHE ESTOU TOMANDO MAIS CUIDADO COM AS CRIAÇAS. PEÇO A DEUS QUE PROTEJA EU E AS CRIANÇAS QUE TOMO CONTA ENQUANTO OS PAIS TRABALHAM.

Anônimo disse...

Para levar sempre segurança a creche e escolas existe empresas com a que eu trabalho. Uma empresa se Assistencia Médica Escolar, conseguimos diminuir acidentes e doenças nas creches. Treinamos os profissionais que atuam nas Creches para primeiros socorros e como agir em determinadas situações. Prestamos assistencia media para as crianças com qualquer alteração no corpo e mente, buscando sempre o bem estar e assistencia aos pais do que fazer. Não sei se em São Paulo tem esse tipo de trabalho que fazemos aqui no Rio...

Esse acontecimento foi muito triste e abalou tanto a nossa empresa quanto as creches/escolas do Rio de Janeiro, infelizmente as vezes tem que acontecer um caso extremo para que as pessoas se humanizem mais... Precisamos preparar bem todos que lidam com vidas.

Sames disse...

Para levar sempre segurança a creche e escolas existe empresas com a que eu trabalho. Uma empresa se Assistencia Médica Escolar, conseguimos diminuir acidentes e doenças nas creches. Treinamos os profissionais que atuam nas Creches para primeiros socorros e como agir em determinadas situações. Prestamos assistencia media para as crianças com qualquer alteração no corpo e mente, buscando sempre o bem estar e assistencia aos pais do que fazer. Não sei se em São Paulo tem esse tipo de trabalho que fazemos aqui no Rio...

Esse acontecimento foi muito triste e abalou tanto a nossa empresa quanto as creches/escolas do Rio de Janeiro, infelizmente as vezes tem que acontecer um caso extremo para que as pessoas se humanizem mais... Precisamos preparar bem todos que lidam com vidas.

Anônimo disse...

Trabalho em uma creche há oito anos,e as normas e cuidados são seguidos.Cuidamos com muito zelo e carinho de nossas crianças,e entendida de creches,sei que a maior causa de problemas é negligência dos próprios pais,já que muitos omitem certos problemas que os filhos tem por me3do de não conseguir a vaga,e vi muitos casos desses,inclusive o de uma criança que tomava gardenal e a mãe não notificou a direção,ocultou as crises da criança e um dia,esqueceu de dar o remédio e a criança teve convulsão.Se não fossem as funcionárias correrem com ela,o final não seria bom como foi.Depois a culpa cai sobre os funcionários...

Anônimo disse...

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