Já foi descrito no site do Observatório da Infância em 23/11/07, com o título "O vale-tudo da adoção"(http://www.observatoriodainfancia.com.br/article.php3?id_article=269) que os seis membros da ONG francesa Arca de Zoé, acusados de traficar crianças da África para adoção na Europa, foram condenados a oito anos de trabalhos forçados no Chade.
Após negociações entre os governos eles foram transferidos para a França. Lá, a condenação de oito anos foi mantida. Em vez de trabalhos forçados a pena foi convertida para oito anos de prisão na França.
O vale-tudo da adoção não pode ser aceito.
Não dá para ficar calado.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Você é a favor ou contra o uso da pílula do dia seguinte? Sempre ou só no Carnaval?
O arcebispo de Recife e Olinda decidiu entrar na Justiça para impedir que a prefeitura distribuísse pílula do dia seguinte no período de Carnaval. A Igreja considera essa pílula abortiva. O Ministro da Saúde aconselha o seu uso.
A Igreja reconhece que o seu uso pode ser legal, mas é imoral. O Ministro da Saúde afirma que a distribuição de pílulas é caso de saúde pública e não religioso.
Penso que a Igreja deve restringir suas ações, suas orientações e suas recomendações aos católicos. Não pode decidir e exigir (muito menos pela Justiça), por toda a sociedade, o padrão de comportamento que lhe parece adequado. Por outro lado, é estranhável que a distribuição desses contraceptivos pela Prefeitura de Recife e Olinda, ocorra apenas no Carnaval. Se, como diz o Ministro Temporão, a distribuição de pílulas do dia seguinte faz parte do protocolo do Ministério da Saúde, por que não distribuí-las sempre?
Hoje, já foi divulgado que o Ministério Público, em 28/01, não acatou o pedido da Igreja contra a distribuição da pílula. Contudo, a Igreja conseguiu um estranho parceiro. A Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (ADUSEPS), que também entrou na Justiça no dia 29/01, pedindo a suspensão da distribuição das pílulas no Carnaval. A médica ginecologista Renê Patriota coordenadora-executiva da Associação afirma que seu uso pode causar danos à saúde da mulher (sic).
Hoje, 31/01, foi noticiado que o Juiz da 7ª Vara da Fazenda Pública de Recife, José Viana Ulisses Filho, indeferiu a liminar solicitada pela referida Associação. Enfim, uma boa novela.
Como estratégia de marketing, o Ministro da Saúde José Gomes Temporão marcou mais um ponto. Cutucou a Igreja, que respondeu através de dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Recife/Olinda. A Justiça provocada decidiu por duas vezes. A imprensa gosta disso mesmo.
No final das contas Temporão abriu o caminho para mostrar através de campanhas continuadas que AIDS e gravidez na adolescência são, como ele mesmo diz, questões realmente de saúde.
Não dá para ficar calado.
A Igreja reconhece que o seu uso pode ser legal, mas é imoral. O Ministro da Saúde afirma que a distribuição de pílulas é caso de saúde pública e não religioso.
Penso que a Igreja deve restringir suas ações, suas orientações e suas recomendações aos católicos. Não pode decidir e exigir (muito menos pela Justiça), por toda a sociedade, o padrão de comportamento que lhe parece adequado. Por outro lado, é estranhável que a distribuição desses contraceptivos pela Prefeitura de Recife e Olinda, ocorra apenas no Carnaval. Se, como diz o Ministro Temporão, a distribuição de pílulas do dia seguinte faz parte do protocolo do Ministério da Saúde, por que não distribuí-las sempre?
Hoje, já foi divulgado que o Ministério Público, em 28/01, não acatou o pedido da Igreja contra a distribuição da pílula. Contudo, a Igreja conseguiu um estranho parceiro. A Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (ADUSEPS), que também entrou na Justiça no dia 29/01, pedindo a suspensão da distribuição das pílulas no Carnaval. A médica ginecologista Renê Patriota coordenadora-executiva da Associação afirma que seu uso pode causar danos à saúde da mulher (sic).
Hoje, 31/01, foi noticiado que o Juiz da 7ª Vara da Fazenda Pública de Recife, José Viana Ulisses Filho, indeferiu a liminar solicitada pela referida Associação. Enfim, uma boa novela.
Como estratégia de marketing, o Ministro da Saúde José Gomes Temporão marcou mais um ponto. Cutucou a Igreja, que respondeu através de dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Recife/Olinda. A Justiça provocada decidiu por duas vezes. A imprensa gosta disso mesmo.
No final das contas Temporão abriu o caminho para mostrar através de campanhas continuadas que AIDS e gravidez na adolescência são, como ele mesmo diz, questões realmente de saúde.
Não dá para ficar calado.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Pesquisa com adolescentes homicidas
A Folha de São Paulo de 21/01/2008 destacou em manchete: "Psicólogos tentam impedir pesquisa com homicidas". "Grupo apoiado por sociólogos e educadores ataca projeto universitário que pretende investigar base biológica da violência." Trata-se de de um projeto de pesquisa para mapear através de ressonância magnética determinadas zonas do cérebro de 50 adolescentes homicidas internados na FASE (ex FEBEM) do Rio Grande do Sul e de 50 adolescentes que não praticaram atos infracionais.
Além do mapeamento cerebral, a intenção dos cientistas é também investigar e analisar os aspectos sociais, psicológicos e genéticos dos dois grupos.
Na matéria da Folha, é divulgado que um grupo de psicólogos do CIESPI (Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância) dirigido pela Professora da PUC-RJ Irene Rizzini, que funciona em convênio com a PUC Rio, além de membros do Conselho Federal de Psicologia e de conselhos regionais, em um total de 101 pessoas, entre psicólogos, advogados, antropólogos e educadores, condenam a pesquisa afimando que ela nos remete às mais arcaicas e retrógradas práticas eugenistas do início do século.
As acusações são pesadas. Renato Zamora Flores, professor de genética da UFRGS e Jaderson da Costa, neurocientista da PUC-RGS, defendem o projeto, afirmando que o objetivo é avaliar, além dos já conhecidos fatores psicológicos e sociais, a possibilidade de influência dos aspectos neurobiológicos, neurológicos e genéticos no comportamento violento. Acham eles que a reação é de uma vertente acadêmica que rejeita a incorporação da neurobiologia no estudo do comportamento humano. E completam: "o foro é a academia, a discussão é acadêmia e não esse bate boca com abaixo assinado."
Na matéria da Folha de São Paulo é reproduzida uma nota de repúdio ao projeto com 68 participantes, cujos nomes podem ser lidos no site www.ciespi.org.br/portugues/noticia_006.htm. As notícias sobre a pesquisa em questão começaram a ser divulgadas na mídia em novembro de 2007. O assunto ganhou destaque agora em razão da citada nota de repúdio.
Apesar da enorme e bem reconhecida importância dos fatores sociais e psicológicos, deve-se aceitar outras causas para o comportamento violento de adolescentes. É comum, no entanto e por exemplo, reações contundentes contra aqueles que destacam a importância dos fatores psiquiátricos. Fala-se logo de "psiquiatrização do adolescente infrator". Parece-nos quer tentar impedir uma pesquisa acadêmica é um absurdo que só poderia se justificar através de argumentos muito sólidos. Não é o que se lê na referida nota de repúdio, que parece dominada pela emoção e não pela razão. O assunto deve ser discutido.
Não dá para ficar calado.
Além do mapeamento cerebral, a intenção dos cientistas é também investigar e analisar os aspectos sociais, psicológicos e genéticos dos dois grupos.
Na matéria da Folha, é divulgado que um grupo de psicólogos do CIESPI (Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância) dirigido pela Professora da PUC-RJ Irene Rizzini, que funciona em convênio com a PUC Rio, além de membros do Conselho Federal de Psicologia e de conselhos regionais, em um total de 101 pessoas, entre psicólogos, advogados, antropólogos e educadores, condenam a pesquisa afimando que ela nos remete às mais arcaicas e retrógradas práticas eugenistas do início do século.
As acusações são pesadas. Renato Zamora Flores, professor de genética da UFRGS e Jaderson da Costa, neurocientista da PUC-RGS, defendem o projeto, afirmando que o objetivo é avaliar, além dos já conhecidos fatores psicológicos e sociais, a possibilidade de influência dos aspectos neurobiológicos, neurológicos e genéticos no comportamento violento. Acham eles que a reação é de uma vertente acadêmica que rejeita a incorporação da neurobiologia no estudo do comportamento humano. E completam: "o foro é a academia, a discussão é acadêmia e não esse bate boca com abaixo assinado."
Na matéria da Folha de São Paulo é reproduzida uma nota de repúdio ao projeto com 68 participantes, cujos nomes podem ser lidos no site www.ciespi.org.br/portugues/noticia_006.htm. As notícias sobre a pesquisa em questão começaram a ser divulgadas na mídia em novembro de 2007. O assunto ganhou destaque agora em razão da citada nota de repúdio.
Apesar da enorme e bem reconhecida importância dos fatores sociais e psicológicos, deve-se aceitar outras causas para o comportamento violento de adolescentes. É comum, no entanto e por exemplo, reações contundentes contra aqueles que destacam a importância dos fatores psiquiátricos. Fala-se logo de "psiquiatrização do adolescente infrator". Parece-nos quer tentar impedir uma pesquisa acadêmica é um absurdo que só poderia se justificar através de argumentos muito sólidos. Não é o que se lê na referida nota de repúdio, que parece dominada pela emoção e não pela razão. O assunto deve ser discutido.
Não dá para ficar calado.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Invasão do Iraque já matou 220 mil civis em 3 anos
O altamente informativo site http://www.opendemocracy.net/ acaba de publicar um artigo sobre a pesquisa divulgada em 9 de janeiro de 2008, na revista New England Journal of Medicine, editada em Boston, Massachusetts, sobre mortes de civis no Iraque. A pesquisa conclui que entre 104 mil e 220 mil pessoas morreram no Iraque durante os três anos (2003 a 2006) após a invasão do Iraque pelas forças de coalisão comandadas pelos EUA.
Outras pesquisas chegaram a resultados diferentes, a revista médica, também conceituada,"The Lancet" da Inglaterra, por exemplo, avaliou em até 600 mil.
Esta "série macabra de estatísticas" cita "open democracy", não fecha a questão. Outras pesquisas surgirão.
Todas mostrarão assassinatos de civis aos milhares (já haverá estatísticas sobre quantas mortes de crianças?) e a necessidade de um mundo civilizado gritar um basta às ações militares no Iraque e ao assassinato de civis.
Infelizmente, mas como sempre, a decisão está nas mãos dos mais fortes. A invasão do Iraque foi desaprovada pela ONU. Presumia-se antes, e têm hoje todos a certeza, de que a guerra contra o Iraque foi justificada pelos EUA com razões falsas e forjadas.
O progressivo desgaste diante do fracasso da ocupação, as mortes de militares americanos, os enormes gastos dos Estados Unidos com a guerra, as próximas eleições e a retração da economia americana são todos fatores que, esperamos que, obriguem os EUA a se retirarem do Iraque invadido. Os outros países da "coalisão" sairão à reboque.
Não dá para ficar calado.
Outras pesquisas chegaram a resultados diferentes, a revista médica, também conceituada,"The Lancet" da Inglaterra, por exemplo, avaliou em até 600 mil.
Esta "série macabra de estatísticas" cita "open democracy", não fecha a questão. Outras pesquisas surgirão.
Todas mostrarão assassinatos de civis aos milhares (já haverá estatísticas sobre quantas mortes de crianças?) e a necessidade de um mundo civilizado gritar um basta às ações militares no Iraque e ao assassinato de civis.
Infelizmente, mas como sempre, a decisão está nas mãos dos mais fortes. A invasão do Iraque foi desaprovada pela ONU. Presumia-se antes, e têm hoje todos a certeza, de que a guerra contra o Iraque foi justificada pelos EUA com razões falsas e forjadas.
O progressivo desgaste diante do fracasso da ocupação, as mortes de militares americanos, os enormes gastos dos Estados Unidos com a guerra, as próximas eleições e a retração da economia americana são todos fatores que, esperamos que, obriguem os EUA a se retirarem do Iraque invadido. Os outros países da "coalisão" sairão à reboque.
Não dá para ficar calado.
Governo e descrédito
A ministra Marta Suplicy escolheu o falem mal, mas falem de mim, para marketing político. No caos aéreo recomendou às vítimas o famoso "relaxa e goza". Agora ao discutir o avanço da febre amarela pelo país, disse à imprensa que havia uma "epidemia de fofoca".
Seria bom que ela se lembrasse da responsabilidade de seu cargo antes de abrir a boca.
Mas, nesse governo, a negação da realidade, a falta de juízo crítico e a falação inconseqüente têm sido a marca registrada de ministros e do próprio presidente Lula. Muitas são as falas contraditórias e já bem conhecidas do presidente. A última foi, em visita à Cuba, quando afirmou que Fidel Castro apresenta "uma saúde impecável", afirmação logo desmentida pelo próprio Fidel.
O desprezo pela verdade e a fala inconseqüente dos membros do governo têm levado à descrença total da população. É o caso agora da febre amarela: quanto mais o ministro Temporão tenta acalmar, mais a população corre aos postos para se vacinar. Afinal, deve julgar a população: Por que acreditar no Ministro da Saúde, se ele faz parte desse governo, no qual ninguem crê?
Não dá para ficar calado.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Refluxo gástrico em bebês é normal? Tem cura?
Seu filho desde os primeiros meses de vida costuma apresentar vômitos ou regurgitações. Será refluxo?
No site da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (SOPERJ), em Orientação aos Pais, você encontrará as respostas. Leia.
http://www.soperj.org.br/publico/textos_detalhe.asp?Id=665
Não dá para ficar calado.
No site da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (SOPERJ), em Orientação aos Pais, você encontrará as respostas. Leia.
http://www.soperj.org.br/publico/textos_detalhe.asp?Id=665
Não dá para ficar calado.
Madeleine

A imprensa européia noticia que os médicos Gerry e Kate Mc Cann, pais de Madeleine, menina de 4 anos desaparecida do quarto onde dormia com seus irmão gêmeos, na Praia da Luz, no Algarve, Portugal, pretendem fazer um filme sobre o desaparecimento da filha para angariar fundos. Os pais negam.
Por outro lado, segundo o tablóide inglês The Sun, citando o Correio da Manhã de Portugal, teria sido confirmada a presença de sangue de Madeleine no carro que seus pais haviam alugado para as férias na praia portuguesa, bem como em amostras retiradas do quarto. Os pais voltaram então a ser suspeitos da morte da filha e da retirada do corpo do hotel, segundo o jornal.
A mídia internacional, sobretudo a inglesa continua a publicar notícias diárias sobre o mistério do desaparecimento de Maddie.
Não dá para ficar calado.
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