A apresentadora Xuxa em longa entrevista ao Fantástico revelou seu sofrimento por ter sofrido, na infância e juventude, abusos sexuais por pessoas ligadas à sua família.
A divulgação do tema com experências pessoais é muito importante para prevenir e combater o abuso sexual intrafamiliar de crianças e adolescentes na nossa sociedade.
Sobre o assunto dei hoje algumas entrevistas sendo a mais prolongada para a revista Contigo. O vídeo da entrevista da Xuxa já está no YouTube. Confira abaixo:
Não dá para ficar calado.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
"Pondo fim à praga do bullying"
Com o título acima, a Folha SP reproduziu texto publicado no The New York Times. O artigo reforça a importâcia do combate ao bullying nas escolas para evitar consequências sérias para os que sofrem as agressões. Enfatiza que aqueles que praticam o bullying nas escolas frequentemente continuam a fazer o mesmo no ambiente de trabalho. O artigo cita matéria de A. O. Scott publicado no Times e cita também o livro "The Bully Society", de Jessie Klein. Faz referência a uma pesquisa do Workplace Bullying Institute e estudos publicados na revista "Psychology Today".
É importante mostrar como o bullying vem preocupando os americanos. Entre nós, avançamos muito no combate ao bullying escolar. De uma forma um tanto ridícula e falsa, políticos e até ministro do Superior Tribunal de Justiça alardeiam que sofrem bullying. Pelo menos mantêm o tema em evidência.
Confira, abaixo, a matéria na íntegra:
Pondo fim à praga do “bullying”
A criança atormentada muitas vezes se torna um adulto atormentado.
Em todo o mundo, governos tentam pôr fim a uma cultura de bullying que pode começar na escola e continuar no local de trabalho
Eles aterrorizam os recreios das escolas, extorquem o dinheiro do almoço e ridicularizam seus colegas por causa da aparência, da posição social ou da capacidade. Alguns usam os punhos, outros ameaçam com palavras.
Seja como for, a praga da prepotência, conhecida como “bullying” em inglês, há muito tempo é considerada um rito de passagem inevitável para os jovens. “É coisa de crianças”, dizem os adultos.
Ultimamente, porém, o “bullying” está recebendo mais atenção. Segundo especialistas, os prepotentes podem infligir danos emocionais duradouros a suas vítimas. Eles também podem, quando adultos, dominar locais de trabalho com a mesma agressividade cruel.
Em uma resenha no “Times”, A. O. Scott escreveu que o filme “documenta uma mudança de consciência, do tipo que ocorre quando indivíduos isolados e oprimidos descobrem que não são os únicos e começam o difícil trabalho de modificar condições intoleráveis geralmente consideradas normais”.
O documentário, que se concentra nas dificuldades de cinco famílias, revela adultos desorientados. Depois que Alex, um jovem de 14 anos de Sioux City, Iowa, conta que foi humilhado e agredido em um ônibus escolar, um diretor negligente diz que as crianças são “meninos de ouro”.
Existem motivos críticos para prestar mais atenção no problema. Umdeles é citado em uma resenha no “Times” do livro “The Bully Society”, de Jessie Klein. O livro cita um estudo do Serviço Secreto dos EUA segundo o qual 71% dos que praticaram tiroteios nas escolas tinham sido vítimas de “bullying”.
Klein culpa as culturas “hipermasculinas” por contribuir para a prepotência. “Em vez do leque de emoções ao alcance das meninas, os meninos só têm permissão para sentir raiva e são incentivados a controlar os outros sentimentos.” Mas Klein também mostra que as garotas cultivam sua própria forma de “bullying”.
Parte desse comportamento pode ser levado para a idade adulta. Mickey Meece citou no “Times” um estudo do Workplace Bullying Institute que afirma que 60% dos prepotentes no local de trabalho eram homens. Mas, dos 40% de mulheres prepotentes, 70% dominavam outras mulheres.
“Fui sabotada tantas vezes no trabalho por outras mulheres que deixei o mundo corporativo”, disse Roxy Westphal, que fundou sua própria empresa no Arizona.
Independentemente do gênero, o “bullying” no trabalho cobra um preço alto. A revista “Psychology Today” citou estudos conectando a prepotência no trabalho a problemas de saúde e suicídios.
Alguns governos, como o da Nova Zelândia, aprovaram leis contra a agressividade no local de trabalho. E muitas empresas estão implementando filtros mais duros nas entrevistas de empregos para descobrir os tipos de personalidades prepotentes. O Google, por exemplo, tem uma estrita política de “zero malucos”.
Mas o que os torna malucos? Sam Goldstein, professor de psicologia na Universidade de Utah, afirmou que os “bullies” da infância vêm de “um ambiente familiar conflituoso” e muitas vezes sofrem problemas emocionais mais tarde na vida.
O doutor Goldstein pede programas mais abrangentes que trabalhem com carrascos e vítimas, assim como as famílias, para impedir que os prepotentes façam mal aos outros e a si mesmos.
Fonte: Folha de São Paulo
É importante mostrar como o bullying vem preocupando os americanos. Entre nós, avançamos muito no combate ao bullying escolar. De uma forma um tanto ridícula e falsa, políticos e até ministro do Superior Tribunal de Justiça alardeiam que sofrem bullying. Pelo menos mantêm o tema em evidência.
Confira, abaixo, a matéria na íntegra:
Pondo fim à praga do “bullying”
A criança atormentada muitas vezes se torna um adulto atormentado.
Em todo o mundo, governos tentam pôr fim a uma cultura de bullying que pode começar na escola e continuar no local de trabalho
Eles aterrorizam os recreios das escolas, extorquem o dinheiro do almoço e ridicularizam seus colegas por causa da aparência, da posição social ou da capacidade. Alguns usam os punhos, outros ameaçam com palavras.
Seja como for, a praga da prepotência, conhecida como “bullying” em inglês, há muito tempo é considerada um rito de passagem inevitável para os jovens. “É coisa de crianças”, dizem os adultos.
Ultimamente, porém, o “bullying” está recebendo mais atenção. Segundo especialistas, os prepotentes podem infligir danos emocionais duradouros a suas vítimas. Eles também podem, quando adultos, dominar locais de trabalho com a mesma agressividade cruel.
Em uma resenha no “Times”, A. O. Scott escreveu que o filme “documenta uma mudança de consciência, do tipo que ocorre quando indivíduos isolados e oprimidos descobrem que não são os únicos e começam o difícil trabalho de modificar condições intoleráveis geralmente consideradas normais”.
O documentário, que se concentra nas dificuldades de cinco famílias, revela adultos desorientados. Depois que Alex, um jovem de 14 anos de Sioux City, Iowa, conta que foi humilhado e agredido em um ônibus escolar, um diretor negligente diz que as crianças são “meninos de ouro”.
Existem motivos críticos para prestar mais atenção no problema. Umdeles é citado em uma resenha no “Times” do livro “The Bully Society”, de Jessie Klein. O livro cita um estudo do Serviço Secreto dos EUA segundo o qual 71% dos que praticaram tiroteios nas escolas tinham sido vítimas de “bullying”.
Klein culpa as culturas “hipermasculinas” por contribuir para a prepotência. “Em vez do leque de emoções ao alcance das meninas, os meninos só têm permissão para sentir raiva e são incentivados a controlar os outros sentimentos.” Mas Klein também mostra que as garotas cultivam sua própria forma de “bullying”.
Parte desse comportamento pode ser levado para a idade adulta. Mickey Meece citou no “Times” um estudo do Workplace Bullying Institute que afirma que 60% dos prepotentes no local de trabalho eram homens. Mas, dos 40% de mulheres prepotentes, 70% dominavam outras mulheres.
“Fui sabotada tantas vezes no trabalho por outras mulheres que deixei o mundo corporativo”, disse Roxy Westphal, que fundou sua própria empresa no Arizona.
Independentemente do gênero, o “bullying” no trabalho cobra um preço alto. A revista “Psychology Today” citou estudos conectando a prepotência no trabalho a problemas de saúde e suicídios.
Alguns governos, como o da Nova Zelândia, aprovaram leis contra a agressividade no local de trabalho. E muitas empresas estão implementando filtros mais duros nas entrevistas de empregos para descobrir os tipos de personalidades prepotentes. O Google, por exemplo, tem uma estrita política de “zero malucos”.
Mas o que os torna malucos? Sam Goldstein, professor de psicologia na Universidade de Utah, afirmou que os “bullies” da infância vêm de “um ambiente familiar conflituoso” e muitas vezes sofrem problemas emocionais mais tarde na vida.
O doutor Goldstein pede programas mais abrangentes que trabalhem com carrascos e vítimas, assim como as famílias, para impedir que os prepotentes façam mal aos outros e a si mesmos.
Fonte: Folha de São Paulo
domingo, 20 de maio de 2012
Julgamento do mensalão no Supremo
Domingo. Calçadão de Ipanema. No posto 9 um grupo de manifestaqntes com carro de som tenta mobilizar pessoas contra a corrupção e pela rapidez de julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal. Poucos param. Alguns assinam um abaixo assinado.
Um pouco adiante um grupo alegre faz propaganda de Yoga com rapazes oferecendo "abraços grátis" ou "free hugs". Muita gente parando e trocando abraços.
Não dá para ficar calado.
Um pouco adiante um grupo alegre faz propaganda de Yoga com rapazes oferecendo "abraços grátis" ou "free hugs". Muita gente parando e trocando abraços.
Não dá para ficar calado.
Convocação do governador do Rio para a CPI do Cachoeira
Merval Pereira na sua coluna de hoje em O Globo acha talvez inevitável a convocação do governador Sergio Cabral para a CPI do Cachoeira. A declaração de Vaccareza, deputado federal do PT, garantindo a blindagem de Sergio Cabral vai estimular a convocação : "Não se preocupe, você é nosso e nós somos teu (sic)".
Não dá para ficar calado.
Não dá para ficar calado.
sábado, 19 de maio de 2012
Palestra em Criciúma
Viajo com regularidade para fazer palestras sobre temas ligados à infância e sobretudo sobre a violência contra crianças e adolescentes.
Voltei agora de Criciúma, cidade catarinense situada a 200 quilômetros de Florianópolis, com cerca de 180 mil habitantes. Falei sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes com enfoque maior na temática do abuso sexual. Merece destaque especial a intensa participação, interesse e interação do público, extremamente afável. Foi bastante gratificante para mim apesar da viagem desde o Rio ser um tanto cansativa.
Não dá para ficar calado.
Voltei agora de Criciúma, cidade catarinense situada a 200 quilômetros de Florianópolis, com cerca de 180 mil habitantes. Falei sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes com enfoque maior na temática do abuso sexual. Merece destaque especial a intensa participação, interesse e interação do público, extremamente afável. Foi bastante gratificante para mim apesar da viagem desde o Rio ser um tanto cansativa.
Não dá para ficar calado.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Prescrição em crimes sexuais contra crianças e adolescentes
Da advogada e colaboradora Ana Gabriela Kurtz recebo e-mail informando que em 17 de maio a Presidente Dilma Roussef sancionou lei do Congresso Nacional que altera o Código Penal e determina que em crimes sexuais contra crianças ou adolescentes a prescrição só se contará a partir da data em que a vítima completar 18 anos.
É uma justa medida tomada à véspera do dia em que se comemora a luta contra a violência sexual contra crianças e adolescentes.
Não dá para ficar calado.
É uma justa medida tomada à véspera do dia em que se comemora a luta contra a violência sexual contra crianças e adolescentes.
Não dá para ficar calado.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Jornalista exibe filme sobre a Armênia
Uma viagem pela Armênia por meio de seus rostos e sons. É o que propõe o filme "Rapsódia Armênia", com direção e roteiro da fotógrafa da "Serafina" Cassiana Der Haroutiounian, jornalista da Folha, de Cesar e Gary Gananian.
A produção, de estilo "road movie", foi exibida no cinema da Reserva Cultural, na avenida Paulista, apenas para convidados. O filme poderá ser visto no Malba, em Buenos Aires, também por convidados.
O longa-metragem, de 62 minutos, depois segue para o circuito de festivais dentro e fora do país.
"O espectador vive o que é a Armênia através de histórias individuais com a história maior, do país, como pano de fundo", explica a produção do filme, no convite da "avant-première". As cenas foram gravadas em diferentes lugares do país.
A data da primeira exibição no Brasil coincide com o aniversário do genocídio armênio, em que morreram 1,5 milhão de pessoas entre 1915 e 1923.
A Turquia nega o genocídio e diz que houve cerca de 300 mil mortes como consequência de doenças e guerras à época da desintegração do Império Otomano.
Fonte: A Folha de São Paulo / folha.com
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