terça-feira, 25 de março de 2008

Eutanásia e suicídio assistido.

A professora francesa, Chantal Sébire de 52 anos, foi encontrada, por um de seus filhos, morta em seu quarto, dois dias após ter sido rejeitado definitivamente pelo Tribunal Superior de Dijon, França, o seu pedido para que recebesse uma dose letal de pentotal. A autópsia, já feita, não foi conclusiva. A sociedade francesa tem discutido intensamente, a partir deste caso, a necessidade de mudanças na legislação para garantir o direito de morrer através de uma eutanásia ou do suicídio assistido, em casos como o de Chantal, que há cerca de 8 anos lutava contra um tumor maligno da face, deformante, extremamente doloroso e incurável.
No site do jornal Le Monde (www.lemonde.fr), pode-se encontrar centenas de e-mails a respeito da morte de Chantal. Um me impressionou muito: "Hoje tenho vergonha de ser francês".
Dia 18/03, publicamos artigo no blog sobre o assunto (O direito a uma morte digna.). Aqueles que se interessarem pelo tema, poderão também assistir aos seguintes vídeos disponíveis nas locadoras:

Mar Adentro, de Alejandro Amenábar, com Javier Bardem, 2005. Excelente filme, profundo, triste, terno, conflituoso. Ambientação e fotografias excelentes. Faz chorar. Trata-se, na realidade, não de eutanásia, mas de um suicídio assistido. Não recomendável a menores de 12 anos.

As Invasões Bárbaras, de Denys Arcand, 2004. Excelente filme canadense. Diálogos inteligentes. Trata bem o tema da carência afetiva e da amizade. Aprofunda assuntos controvertidos como: socialização da medicina, conflito pai (intelectual) e filho (bem sucedido investidor no mercado de capitais em Londres). Faz chorar. Trata-se de um caso de eutanásia ativa. Não recomendável a menores de 18 anos.

Menina de Ouro, de Clint Eastwood, 2005. Retrata situações ligadas ao boxe, determinação, persistência e desistência. Trata-se de um caso de eutanásia ativa. Não recomendável a menores de 12 anos.

Dos três filmes, Mar Adentro é o que mais profundamente analisa o tema "morrer com dignidade" e suas implicações jurídicas, sociais religiosas e familiares.
Não dá para ficar calado.

5 comentários:

ricardo dabo disse...

Caro colega, meu nome é Ricardo Dabo. Fui sexualmente molestado por um vizinho quando tinha dez anos. Na minha casa, eu não fui o único. Minha mãe foi violentada pelo próprio pai e chegou até a engravidar dele. Nove meses depois nasceu um menino aleijado a que deram o no-me de Adélio. Minha mãe e essa criança, fruto da extrema abominação, nunca puderam se enten-der, nem se amar. Talvez seja por isso que Adélio resolveu molestar meu irmão do meio, Hudson. Sei que parece inverossímel, mas é verdade.
Escrevi um livro para contar a nossa história. Chama-se O DIA EM QUE CONHECI O BICHO-PAPÃO e está disponível na livraria SARAIVA. Basta entrar no site da livraria e digitar o nome do livro ou do autor (Ricardo Dabo) para confirmar a informação. Lá ele está sendo vendido a R$ 14,00, mais as despesas de frete.
Estou escrevendo para vocês por dois motivos. Primeiro para informá-los da existência da obra e pedir-lhes ajuda quanto à divulgação. Fui aos dois principais jornais aqui de Goiania na esperança de que eles publicassem uma matéria a meu respeito. Infelizmente, eles não se interessaram. O dia 18 de maio está chegando e ninguém sabe da existência do meu livro. Em segundo lugar, para lhes dizer que eu tenho alguns exemplares para vender, e a R$ 10,00, mais R$ 4,50 referentes à despesa de frete.
Para mais informações, enviem-me uma mensagem.
Obrigado.

Viviane disse...

Ricardo, preciso do seu e-mail pessoal, sou repórter e talvez possa ajudá-lo na divulgação do seu livro junto á mídia. Estou em São Paulo, capital, meu e-mail é viviane.mottin@gmail.com.

Muito obrigada!

Anônimo disse...

muito oportuna matéria ,temos discutido muito sobre suicidio na area da psicologia.opnioçes controversas sobre a etica,suicidio é covardia ou ato de coragem?

TELMA EUTANASIA disse...

MEU NOME É TELMA, FAÇO O NONO PERÍODO DE DIREITO E ESTOU FAZENDO MEU TCC SOBRE EUTANASIA-MORTE DIGNA. CREIO QUE EXISTEM CASOS E CASOS NA VIDA QUE DEVEM SER DISCUTIDOS E AVALIADOS, PARA QUE SE CHE GUE A UMA CONCLUSÃO. E COM CERTEZA A EUTANASIA É UM DESSES ASSUNTOS QUE TODOS DEVERIAM AVALIAR E PENSAR...SERÁ QUE VIVER DURANTE ANOS COM AJUDA DE APARELHOS, PARA DEPOIS CHEGAR AO FIM, É JUSTO!! JUSTO PARA A FAMÍLIA, JUSTO PARA QUEM ESTEVE ESSE TEMPO TODO EM UM LEITO DE HOSPITAL... É JUSTO UMA PESSOA PASSAR POR TANTO SOFRIMENTO SABENDO-SE QUE SEU FINAL É INEVITÁVEL...
GOSTARIA MUITA DE TROCAR OPINIÕES E RELATOS COM PESSOAS QUE TEM O MESMO INTERESSE E PENSAMENTO QUE O MEU...ME FORMO EM AGOSTO DE 2011 E QUERO MUITO APRESENTAR MINHA MONOGRAFIA COM FUNDAMENTOS VERDADEIROS, COM OPINIÕES E NÃO COM CRENÇAS!!!!
PORQUE A LEI É MUITO CLARA,A RELIGIÃO NUM MODO REGAL TBEM...MAS E A MINHA VIDA, A SUA VIDA...A QUEM ELA PERTENCE?? DE QUEM É MESMO ESSE DIREITO??
telma100057@hotmail.com

Suicida de Insucesso disse...

Há quase uma década, tentei por duas vezes o suicídio e até hoje penso em morrer. Acredito que o suicídio assistido deveria ser direito de qualquer um, porque é muito difícil para um suicida, nos dias de hoje, conseguir o que deseja para ter uma morte tranquila e indolor, embora os medicamentos a serem utilizados sejam conhecidos, é muito difícil tomar posse deles. A Eutanásia poderia abranger mais essa questão e ir além de pacientes em estado terminal ou com doenças que o invalidem e sem dúvida o exemplo a ser seguido é o da Suíça, pois lá existe o grupo de eutanásia nominado como Dignitas que dá um fim digno a quem desejar. Iinfelizmente não tenho dinheiro para realizar um turismo suicida até lá. O Brasil é muito atrasado em vários segmentos e o Direito é um deles, com Códigos antiquados e uma Constituição que em seu artigo 5º diz que temos direito a vida, quando pela realidade atual, deveria dizer que temos o dever de viver, já que não podemos optar por deixar viver se quisermos nos abster desse "direito".