terça-feira, 25 de novembro de 2008

Crianças e adolescentes podem se tornar vítimas do bullying na Internet

Vocês se lembram da adolescente americana Megan Meier, que não suportando as perseguições feitas a ela através da Internet por um suposto Josh Evans, suicidou-se em sua casa, em uma pequena cidade americana do Missouri? O Observatório da Infância abordou o assunto em 18 de janeiro de 2008.

Agora, dois anos após, promotores públicos federais levaram ao tribunal a mulher Lori Drew, vizinha de Megan, sob acusação de ter ela criado o falso perfil no site de relacionamento com o objetivo de ofender e perseguir Megan, o que acabou motivando o seu suicídio.

Lore Drew pode pegar 15 anos de prisão por criar perfil falso no MySpace. A morte de Megan, tem levado a intensa discussão sobre a responsabilidade da mulher na morte da adolescente. Em recente pesquisa sobre se ela deveria ser condenada por criar conta falsa, 84% acharam que sim.

O cyberbullying é uma realidade. Os pais devem ficar atentos ao relacionamento de seus filhos com o computador. Leia as recomendações do Observatório da Infância.

Não dá para ficar calado.

Crianças esquecidas em carros pelos pais

Segundo uma usuária do Observatório da Infância, no Japão é freqüente o "esquecimento" de crianças no carros quando o pais vão, por exemplo, ao supermercado. A solução lá foi colocar um aviso no estacionamento dos supermercados: "Proteja este sono, você não esqueceu seu filho no interior do veículo?".

No Brasil, até mortes de crianças esquecidas já ocorreram. Há dois dias, um bebê de 5 meses foi esquecido pelos pais dentro de um carrinho de compras em um supermercado em Itu/SP. Os pais, horas após, disseram que estavam atrasados para um compromisso e esqueceram a menina no supermercado.

Por que não adotar no Brasil a mesma medida usada no Japão?

Não dá para ficar calado.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Símbolos de pedofilia

Recebemos vários e-mails (como este reproduzido abaixo) sobre símbolos de pedofilia e solicitando a divulgação.
É o que estamos fazendo.

Não dá para ficar calado.


Os triângulos representam homens que adoram meninos (o detalhe cruel é o triângulo mais fino, que representam homens que gostam de meninos bem pequenos); o coração são homens (ou mulheres) que gostam de meninas e a borboleta são aqueles que gostam de ambos. De acordo com a revista, são informações coletadas pelo FBI durantes suas investigações. A idéia dos triângulos e corações concêntricos é a da figura maior envolvendo a figura menor, numa genialidade pervertida de um conceito gráfico. Existe um requinte de crueldade, pois esses seres fazem questão de se exibirem em código para outros, fazendo desses símbolos bijuterias, moedas, troféus, adesivo e o escambau. Infelizmente, é o design gráfico a serviço do mal.


sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Abuso sexual por padres da Igreja Católica

Em Brasília, um padre foi acusado de abusar sexualmente de um adolescente. A notícia é do Correio Brasiliense de 15/10/2008.

Desde o ano de 2002, quando se descortinou a trágica realidade de inúmeros padres nos EUA que abusaram sexualmente de adolescentes durante anos, a notícia de outros casos se tornou repetitiva.

É evidente que o abuso sexual de crianças e adolescentes não ocorre predominantemente na Igreja Católica. A maior parte acontece na própria casa e o abusador costuma ser o pai, o padrasto, o avô, o tio e outros parentes. Além dos familiares, as estatísticas revelam como abusadores pessoas geralmente bem inseridas na sociedade e que detêm uma relação de poder com a vítima. No caso do padres católicos, chama a atenção uma particularidade importante. Na imensa maioria dos casos a vítima é do sexo masculino e, ao contrário do abuso sexual intrafamiliar, a vítima é geralmente um adolescente ou até adulto jovem de 18, 19 e 20 anos. Ou seja, a predileção não é por crianças e adolescentes impúberes, como no caso dos pedófilos.

A Igreja tem combatido oficialmente o abuso sexual no seu meio. Algumas considerações podem colaborar no combate a essa violência sexual. Deve se lembrar que o abusador sexual não é sempre um pedófilo, ou seja, um doente, pervertido sexual, com obsessão e compulsão por crianças e adolescentes de até 12 ou 13 anos, ou no máximo no início da puberdade. Não é o que ocorre com os religiosos envolvidos, que não têm entre suas vítimas crianças até menores de 5 anos, como ocorre com os pedófilos.

Pode-se considerar que os religiosos abusadores sexuais são homossexuais masculinos e pederastas. Ou seja, abusadores sexuais de adolescentes do sexo masculino. É de se indagar que tipo de patologia envolve esses padres abusadores sexuais, uma vez que o seu perfil não é de um pedófilo.

Não dá para ficar calado.
Você já conheceu alguma situação de abuso sexual de crianças ou adolescentes por padres da Igreja Católica? Qual o sexo da vítima?
Sim
Não
Masculino
Feminino


Infanticídio. Dê a sua opinião a respeito.

No Paraná, mulher de 26 anos, pobre, solteira, mãe de 3 filhos, esconde de todos outra gravidez. Quando o bebê nasce, ela o coloca dentro de um saco plástico e joga no rio. O bebê, já morto, foi resgatado pelos bombeiros. Pela lei ela praticou infanticídio, crime que prevê pena de 2 a 6 anos de detenção.
Não dá para ficar calado.

Faça o seu comentário a respeito.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Dia da Criança sem Justiça e sem proteção para as crianças

88% dos usuários do site que responderam à última pesquisa, responsabilizaram a juíza da Infância e da Juventude e uma conselheira tutelar de Ribeirão Pires / SP por terem retirado de um abrigo e mandado para casa os meninos Igor e João Vitor, que foram mortos pelos pais, no dia seguinte. Este resultado merece ser destacado. Não há dúvidas. Aqueles meninos estariam vivos hoje se tivessem permanecido no abrigo.

É importante e urgente reconhecer a necessidade de ampliar o número de Varas da Infância e da Juventude. No País, das 2643 Comarcas, apenas 92 têm Varas de Família, o que corresponde a 3,4% apenas. É óbvio que se espera juizes bem qualificados para o difícil trabalho de atuar com crianças e adolescentes em situação de risco e vítimas de maus-tratos pelos próprios pais e de negligência, não só pelos pais, mas pelo Estado.

Situação semelhante ocorre com os Conselhos Tutelares. Se oficialmente em 88% dos mais de 5500 municípios brasileiros há Conselhos Tutelares, quantos estão realmente implantados? Quantos estão trabalhando com uma infra-estrutura mínima (espaço físico, equipamentos e meios de locomoção)? E pior, quantos conselheiros estão bem capacitados para atuar com as complexas situações envolvendo crianças em situação de risco e suas famílias?

A se julgar pelos e-mails que o Observatório da Infância recebe e pelas informações que temos, podemos dizer que uma grande parte dos conselhos tutelares trabalha sem infra-estrutura mínima e com conselheiros não capacitados.

Não dá para ficar calado.




Se você algum dia já procurou um Conselho Tutelar, como você classifica o atendimento?

Ótimo
Bom
Regular
Péssimo



sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Município tem que pagar multa diária por cada criança sem vaga em creche pública

Uma notícia animadora para aqueles que não conseguem vagas em creches públicas para seus filhos. Em Araraquara (SP), uma ação civil pública proposta pela Promotoria da Infância e da Adolescência levou à condenação do município que deverá pagar multa diária de R$ 100 por cada criança de 0 a 3 anos que teve a matrícula recusada na rede municipal de ensino, por falta de vagas.

O direito de crianças à educação infantil e a obrigação do município em provê-la é reconhecido pelo Superior Tribunal Federal (STF).

A notícia foi publicada no jornal O Estado de São Paulo de 03/10/08.

Aguardemos que em outros municípios o Ministério Público proceda da mesma forma.

Não dá para ficar calado.

Com quem você deixa seu filho de 0 a 3 anos?
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