quarta-feira, 13 de junho de 2012

Veja fotos recentes, para reflexão

Veja e reflita.Qual foi e ainda é a sua responsabilidade pelo quadro político atual?
Em quem você votou?

Não dá para ficar calado.

COLLOR, SARNEY, Lula, Dilma e FH: para a presidente, instalação da Comissão da Verdade é resultado do acúmulo de conquistas democráticas dos últimos governos
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR - Fonte: O Globo

O CHORO: “Se existem filhos sem pais, nunca pode existir uma História sem voz”
Foto: Pedro Ladeira/AFP - Fonte: O Globo

FERNANDO COLLOR, que não conseguiu convocar jornalista para depor, observado por Chico Alencar e Miro Teixeira em sessão da CPI.
Foto: André Coelho - Fonte: O Globo

MIRO (em pé) se opôs a requerimento de Collor (esquerda) de separar gravações de jornalista com Cachoeira.
Foto: André Coelho - Fonte: O Globo

Com um plenário praticamente vazio, o deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ) reapareceu na Câmara e usou a tribuna para, de novo, explicar que pediu R$ 160 mil emprestados ao amigo Cachoeira para comprar um apartamento e que devolveu a quantia. Argumentou que “pedir dinheiro não é crime” e que vem passando por “angústia e tristeza”.
Foto: André Coelho - Fonte: O Globo

O limite do apego

Vamos reproduzir aqui no blog o exemplar artigo da psicóloga Rosely Sayão, que merece ser lido e guardado.
Não dá para ficar calado.

O limite do apego
Rosely Sayão

Filhos precisam ser prioridade, mas priorizá-los não significa se dedicar exclusivamente a eles
"Você é mãe o suficiente?" Foi com essa frase provocativa ao lado de uma foto que mostra uma jovem mãe amamentando seu filho bem crescido -mais de três anos- que a revista "Time", uma prestigiada e conhecida publicação semanal dos Estados Unidos, chamou a atenção para um tema dos mais polêmicos.

O assunto da capa da revista não se restringiu ao tempo de amamentação do filho. O tema explorado tratou dos princípios da teoria de um médico de lá que afirma que criar os filhos com muito apego promove a formação de pessoas confiantes e seguras.

Segundo o médico Bill Sears, criador dessa teoria, a mãe deve passar o maior tempo possível com os filhos, estender o tempo da amamentação e dormir com os pimpolhos na mesma cama, entre outras coisas. Temos um bom assunto, não temos?

E podemos começar com a ideia do apego. Tal palavra quase sempre aponta para um excesso, não é verdade? E, por falar em excesso, muitas mães hoje já têm uma relação de proximidade excessiva com seus filhos. Sabem de tudo -tudo mesmo- da vida dos filhos, declaram seu amor a eles o tempo todo, beijam e abraçam com uma frequência que incomoda até os filhos etc.

E não é um fato curioso que justamente essa geração que tem tanta proximidade com seus filhos sofra de uma culpa permanente em relação a eles? Aparentemente, essas mães nunca conseguem realizar o que acham que deveriam na maternidade.

O médico Bill Sears parece ter conseguido concretizar a fórmula ideal que habita o imaginário dessas mulheres: ser mãe é se dedicar completamente ao filho.

Será que isso faz bem aos mais novos? Muitos afirmam que não e já temos alguns indícios: a geração que passou a ser criada dessa maneira mostra ter falta de maturidade e de autonomia quando termina a adolescência. Que, por sinal, parece não terminar nunca!

A dedicação aos filhos precisa, é claro, ser a prioridade na vida da mulher. Mas priorizar os filhos não significa se dedicar única e exclusivamente a eles. Significa estar disponível quando eles precisam -e não quando eles querem-, saber que educar supõe quase sempre desagradar os filhos e aguentar o sofrimento inevitável que a vida impõe às crianças, por exemplo.

E priorizar o filho significa também -e esse é um ponto delicado no mundo contemporâneo- que o tempo, mesmo que pequeno, dedicado a ele não pode ser interrompido por nada.

Um outro ponto que quero comentar hoje a respeito do tema é o tempo da amamentação. Temos inúmeros estudos e pesquisas que mostram que a criança amamentada por mais tempo cresce fisicamente mais saudável. Mas saúde é um conceito complexo que não se refere apenas ao aparato biológico.

A amamentação não alimenta apenas o corpo do bebê: alimenta também o tipo de relacionamento da criança com sua mãe, relacionamento esse que não conhecemos totalmente e que pode produzir os efeitos mais variados.

Dormir na mesma cama que a mãe e ser amamentada no peito por anos são situações que podem confundir a criança na compreensão de seu lugar de filho. E isso terá reflexos em sua saúde mental. Quais tipos de reflexo que podem surgir é o que não sabemos.

"Você é mãe o suficiente?" é uma pergunta que tem estado no ar faz tempo. Tempo suficiente para provocar culpas que são vividas como reais por muitas mulheres, mas que, de fato, são produzidas por esse mercado que vende de tudo, inclusive ideias. Como bons consumistas, compramos quase tudo que nos é ofertado, não é verdade?

ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha)

domingo, 10 de junho de 2012

Matança de crianças e mulheres

Continua diariamente a matança de crianças e mulheres na Síria pelas forças do governo do ditador Assad.

Como parar a violência sem uma invasão violenta?

Não dá para ficar calado.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

À margem de palestra que fiz em Criciuma

40% da cidade está sobre túneis de minas de carvão mineral.

Mostraram-me a maior e mais bonita casa de Criciúma. Ocupa um quarteirão enorme. Teria sido decorada com objetos importados. "Nem o Angeloni (empresário de supermercados) tem uma casa como essa". O dono é um pediatra da cidade, que é adorado por todos. Incrível!

A fala que escutei por lá : "Barrrbaridade", "Magina", "Este carinho que tu fazes".
Para comer: Pizza em cone e tábua. E com o  frio que faz lá, muita sopa. Muito ruim é um tal de vinho Colonial.
São algumas das boas lembranças.
Não dá para ficar calado.

Baixo nível de nossos políticos

A frase do deputado federal Cândido Vacarezza (PT) para o governador do Rio, Sergio Cabral (PMDB), dita com o objetivo de acalmá-lo sobre sua convocação para a CPI do Cachoeira é uma vergonha em todos os sentidos: "Você é nosso e nós somos teu".

Não dá para ficar calado.

Abuso sexual de Xuxa na infância

A apresentadora Xuxa em longa entrevista ao Fantástico revelou seu sofrimento por ter sofrido, na infância e juventude, abusos sexuais por pessoas ligadas à sua família.

A divulgação do tema com experências pessoais é muito importante para prevenir e combater o abuso sexual intrafamiliar de crianças e adolescentes na nossa sociedade.

Sobre o assunto dei hoje algumas entrevistas sendo a mais prolongada para a revista Contigo. O vídeo da entrevista da Xuxa já está no YouTube. Confira abaixo:

Não dá para ficar calado.

"Pondo fim à praga do bullying"

Com o título acima, a Folha SP reproduziu texto publicado no The New York Times. O artigo reforça a importâcia do combate ao bullying nas escolas para evitar consequências sérias para os que sofrem as agressões. Enfatiza que aqueles que praticam o bullying nas escolas frequentemente continuam a fazer o mesmo no ambiente de trabalho. O artigo cita matéria de A. O. Scott publicado no Times e cita também o livro "The Bully Society", de Jessie Klein. Faz referência a uma pesquisa do Workplace Bullying Institute e estudos publicados na revista "Psychology Today".

É importante mostrar como o bullying vem preocupando os americanos. Entre nós, avançamos muito no combate ao bullying escolar. De uma forma um tanto ridícula e falsa, políticos e até ministro do Superior Tribunal de Justiça alardeiam que sofrem bullying. Pelo menos mantêm o tema em evidência.

Confira, abaixo, a matéria na íntegra:


Pondo fim à praga do “bullying”

A criança atormentada muitas vezes se torna um adulto atormentado.

Em todo o mundo, governos tentam pôr fim a uma cultura de bullying que pode começar na escola e continuar no local de trabalho

Eles aterrorizam os recreios das escolas, extorquem o dinheiro do almoço e ridicularizam seus colegas por causa da aparência, da posição social ou da capacidade. Alguns usam os punhos, outros ameaçam com palavras.

Seja como for, a praga da prepotência, conhecida como “bullying” em inglês, há muito tempo é considerada um rito de passagem inevitável para os jovens. “É coisa de crianças”, dizem os adultos.
Ultimamente, porém, o “bullying” está recebendo mais atenção. Segundo especialistas, os prepotentes podem infligir danos emocionais duradouros a suas vítimas. Eles também podem, quando adultos, dominar locais de trabalho com a mesma agressividade cruel.

Em uma resenha no “Times”, A. O. Scott escreveu que o filme “documenta uma mudança de consciência, do tipo que ocorre quando indivíduos isolados e oprimidos descobrem que não são os únicos e começam o difícil trabalho de modificar condições intoleráveis geralmente consideradas normais”.

O documentário, que se concentra nas dificuldades de cinco famílias, revela adultos desorientados. Depois que Alex, um jovem de 14 anos de Sioux City, Iowa, conta que foi humilhado e agredido em um ônibus escolar, um diretor negligente diz que as crianças são “meninos de ouro”.

Existem motivos críticos para prestar mais atenção no problema. Umdeles é citado em uma resenha no “Times” do livro “The Bully Society”, de Jessie Klein. O livro cita um estudo do Serviço Secreto dos EUA segundo o qual 71% dos que praticaram tiroteios nas escolas tinham sido vítimas de “bullying”.

Klein culpa as culturas “hipermasculinas” por contribuir para a prepotência. “Em vez do leque de emoções ao alcance das meninas, os meninos só têm permissão para sentir raiva e são incentivados a controlar os outros sentimentos.” Mas Klein também mostra que as garotas cultivam sua própria forma de “bullying”.

Parte desse comportamento pode ser levado para a idade adulta. Mickey Meece citou no “Times” um estudo do Workplace Bullying Institute que afirma que 60% dos prepotentes no local de trabalho eram homens. Mas, dos 40% de mulheres prepotentes, 70% dominavam outras mulheres.

“Fui sabotada tantas vezes no trabalho por outras mulheres que deixei o mundo corporativo”, disse Roxy Westphal, que fundou sua própria empresa no Arizona.

Independentemente do gênero, o “bullying” no trabalho cobra um preço alto. A revista “Psychology Today” citou estudos conectando a prepotência no trabalho a problemas de saúde e suicídios.

Alguns governos, como o da Nova Zelândia, aprovaram leis contra a agressividade no local de trabalho. E muitas empresas estão implementando filtros mais duros nas entrevistas de empregos para descobrir os tipos de personalidades prepotentes. O Google, por exemplo, tem uma estrita política de “zero malucos”.

Mas o que os torna malucos? Sam Goldstein, professor de psicologia na Universidade de Utah, afirmou que os “bullies” da infância vêm de “um ambiente familiar conflituoso” e muitas vezes sofrem problemas emocionais mais tarde na vida.

O doutor Goldstein pede programas mais abrangentes que trabalhem com carrascos e vítimas, assim como as famílias, para impedir que os prepotentes façam mal aos outros e a si mesmos.

Fonte: Folha de São Paulo